Imagine olhar para uma estrela e perceber um brilho verde. Um estudo liderado por Mark Hollands, da Universidade de Warwick, indica que essa seria a aparência da anã branca WD J1330+6435 vista de perto.
A cor foi calculada a partir do espectro e de modelos da visão humana. A imagem de capa é uma ilustração artística.
Como os cientistas descobriram a cor?
O espectro separa a luz por comprimento de onda, revelando quanto chega em cada faixa. A equipe combinou essas informações com a sensibilidade do olho humano para reconstruir a aparência das anãs brancas.
Isso exige cuidado: em condições de pouca luz, nossa capacidade de distinguir cores diminui. As imagens astronômicas também podem atribuir cores diferentes às faixas observadas. O estudo investiga a percepção de um observador próximo.
Consulte o estudo originalPor que essa anã branca seria verde?
Anãs brancas são remanescentes densos de estrelas como o Sol. Neste objeto, material rochoso do sistema planetário enriqueceu a atmosfera com elementos como cálcio, lítio e sódio.
Na atmosfera muito densa, a absorção do sódio se espalha por uma faixa ampla de comprimentos de onda. Ao remover parte da luz, especialmente em regiões amarelas, alaranjadas e vermelhas, essa química altera o equilíbrio das cores percebidas.
Uma paleta além do branco
O trabalho também apresenta anãs brancas que pareceriam rosas, roxas, amarelas ou ciano. Temperatura, densidade e composição atuam juntas: a cor pode revelar processos que ocorrem nas camadas externas desses remanescentes.

Pesquisa publicada e revisada por pares
O artigo de Hollands e colaboradores foi publicado em 15 de outubro de 2026 na revista RAS Techniques and Instruments. A novidade é a caracterização da cor de estrelas conhecidas, usando dados e modelos físicos.
FONTES CONSULTADAS

